NÃO SEI SE RIO OU CHORO

 Olá! Sejam bem-vindos ao nosso post! Vocês gostariam de entender sobre a poluição das águas? Nessa publicação vamos analisar esse problema, dando ênfase ao Rio Itaúnas, e associá-lo com a biologia. 


                      Poluição das águas 


    Para compreender o problema, é necessário ter ciência sobre o conceito de poluição das águas, que é definido como a contaminação, deposição de substâncias, ou qualquer forma de degradação dos recursos hídricos, sendo eles, lagos, rios, córregos e oceanos. 



Foto: tirada por Júlia Brandão 




 A profanação desses corpos d'água se dá de diferentes modos:

  • Poluição sedimentar - acúmulo de partículas em suspensão, podendo pertencer ao solo e/ou produtos insolúveis inorgânicos ou orgânicos. Exemplo: acúmulo de lixos impede a entrada de luminosidade em recursos hídricos;
Poluição sedimentar
Foto:culturamix
                                              
 
  • Poluição biológica- corpos de água acumulam microorganismos patogênicos(bactéricas, gorduras, carboidratos, etc.) provenientes, em sua maioria, de esgostos cosméticos e industriais;
Esgotos industriais sem tratamento sendo lançados em rios
Foto: FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Tipos de poluição das águas"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/tipos-poluicao-das-aguas.htm. Acesso em 26 de junho de 2020.
                                          
  • Poluição térmica- ocorre quando a temperatura da água é alterada, impactando a população pertencente, que pode ocasionar diminuição dos níveis de oxigênio e perda de biodiversidade;                                                                                                                             
    Uma das desvantagens da geração de energia pelas usinas nucleares é a poluição termal causada pela água quente usada nas torres de refrigeração
    Foto: FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Poluição termal"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/poluicao-termal.htm. Acesso em 26 de junho de 2020.





  • Poluição química- gerada por produtos químicos destinados a corpos hídricos, podendo ser intencional ou não. Exemplo: contaminação por agrotóxicos, como ocorre no Rio Itaúnas.

  
Poluição química dos rios
Foto:Reprodução/internet


Rio Itaúnas

    O rio está localizado no município de Conceição da Barra, na vila de Itaúnas. Sua bacia percorre 8 municípios e abastece 130 mil pessoas. Em vários pontos a degradação dos rios é gritante, tornando essa a bacia mais depravada no Espírito Santo, possuindo apenas 9%  de cobertura vegetal. O rio possui 3 nascentes principais, sendo uma em Ponto Belo e outras duas na divisa com Bahia e Minas Gerais. 
     A bacia possui baixa densidade demográfica e muitos latifúndios, que por sua vez, são responsáveis pelo mau uso do solo e da água. Esses latifúndios são monoculturas de eucaliptos, cana-de-açúcar e pastagens.   A monocultura de eucalipto é a principal rival da saúde do rio Itaúnas, uma vez que, faz, uso intensivo de agrotóxicos e que, com o incentivo do Estado e sem fiscalização do mesmo, derruba centenas de hectares de Mata Atlântica primária, colocando em risco a vida do rio e a vida que nele habita. Além disso, altera o ph da água, causando diversos problemas, como a alteração do carbono.


Foto: tirada por Júlia Brandão 





A interferência da poluição no ciclo do carbono
    
    A poluição dos rios, principalmente por agrotóxicos, acaba desencadeando a morte de aquáticos, o que atrapalha no ciclo natural do carbono. Os animais que não são mortos com esses despejos indevidos, morrem decorrente das zonas mortas que se formam pelos despejos desses materiais, gerando um excesso de nutrientes diluídos na água que fazem certos tipos de algas se proliferararem  de maneira descontrolada e, após a morte delas, os microorganismos, decompositores dessa matéria, consomem todo oxigênio presente na água durante o processo de decomposição, tornando impossível a existência de vida na região, por isso o nome de zonas mortas.

Ilustração: Reprodução
Ilustração:Reprodução
                                 


A interferência da poluição no ciclo da água

    No ciclo da água, quando chove, a água escorre para rios, lençóis subterrâneos, mares, oceanos e lagos. A construção de barragens, usinas hidrelétricas e a poluição da água afetam muito o ciclo hidrológico do planeta, causando transformações que podem ser prejudiciais. Normalmente, o ciclo hidrológico conseguiria recuperar a qualidade da água por si só, mas a quantidade de poluentes que jogamos na água é tão grande que isso não é mais possível, ocasionando o transporte de poluentes pelas chuvas, fazendo com que eventos como a chuva ácida se tornem cada vez mais comuns.

Observe acima um esquema do ciclo da água.
Esquema:SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Ciclo da água"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/ciclo-agua.htm. Acesso em 26 de junho de 2020.







Como resolver o problema

    Para solucionar esse problema, é necessário que cada prefeitura e o Ministério do Meio Ambiente façam uma fiscalização rígida da quantidade de agrotóxicos usados nas plantações,  punindo os responsáveis da profanação dos rios. Além disso, é preciso um trabalho de conscientização para os produtores agrícolas, por meio de campanhas e palestras, a fim de incentivá-los ao uso de controle biológico, técnica utilizada para controlar as pragas de forma natural, utilizando de seus respectivos predadores.
      Outro meio de solução seria o descarte de lixo e tratamento de esgoto apropriado, não dispondo em águas.




Saiba mais:

Para saber mais sobre o Rio Itaúnas, veja o documentário "Itaúnas Sempre Vivo da Foz à Nascente".


 Autores: Ana Beatriz Almeida Monteiro, Gabriel Quinquim Zanelato Santana, João Carlos Medina Malverdi e Júlia Brandão de Matos 

               

  " Falo agora em nome da Mãe Natureza e em nome de mim carece. Me salvem. Mesmo quando sigo manso e lentamente sou constante no meu curso e minha vida é corrida. Não me matem, eu sou nossa vida."

                                             Elisa Lucinda. 
 









    



 
   






        
        




"Mas o mundo já está tão poluído..."



Constantemente presenciamos ou somos bombardeados pelos seguintes pensamentos: “Será que uma atitude minha poderia ser relevante a nível de afetar o planeta?” “Fazer a diferença adiantaria algo se o mundo  está tão poluído?”




Introdução


Neste trabalho abordaremos a respeito dos impactos negativos da utilização de uma das técnicas mais primitivas da história: as queimadas.


Sendo, no nosso caso, utilizada para a queima de lixos domésticos ou expansão da área vegetal para a criação de animais, principalmente o gado, como foi observado e apontado como um frequente problema em nossos bairros.


No Brasil há registros da utilização da queimada desde o período colonial, quando já era usada para retirada da cobertura vegetal original, antes do plantio ou formação de pastagem. Por ser uma técnica rápida e barata, ainda é muito utilizada tanto no meio rural, quanto no meio urbano para o descarte de lixo.

 


Foto tirada no Bairro Guriri Norte


As queimadas provocam a alteração do equilíbrio dos ecossistemas, que impacta: na manutenção da fauna, na circulação de águas superficiais e subterrâneas, nas condições de temperatura e umidade, na liberação de vapor de água na atmosfera, etc.




Consequências 



    •  Diminuição da biodiversidade;
    • Agravamento do aquecimento global contribuindo para uma elevação preocupante da temperatura;
    • Diminuição da fertilidade do solo, que perde matéria orgânica e umidade;
    • Intensificação da erosão nas áreas atingidas pelo fogo;
    •  A incineração dos resíduos plásticos é culpada por grande parte da liberação de gases tóxicos na atmosfera, como dioxinas, que se depositam na água e por meio dela se integram em todo o ciclo biológico, afetando o desenvolvimento de animais e plantas.

Foto retirada de Google Imagens




Em São Mateus...



Por meio de observações a respeito da forma com que esse problema transcorre na referida cidade, chegamos a algumas conclusões decorrentes dos impactos causados por ele.

 

Na verdade, a questão das queimadas domiciliares, infelizmente, é constantemente banalizada e tida como dentro dos padrões de normalidade, afinal “qual o problema em queimar o meu lixinho?”. E a grande causa de todo esse infortúnio é a própria ignorância em achar que esse meio tão prático e rápido não fará diferença nenhuma em um “mundo já tão poluído”.


Por conta da frequência com que ele é adotado pelas pessoas, como forma de se livrar de resíduos indesejáveis sem tanto trabalho duro, foi um problema notado nos bairros de todas as alunas: Guriri, Aroeira (sendo usado até mesmo como uma forma de expandir os terrenos para a pecuária), Ayrton Senna e até mesmo no distrito de Sayonara, em Conceição da Barra (neste, o uso do fogo está mais voltado para o meio industrial, por conta da Usina Alcon). 



Segundo pesquisas feitas e expostas nos gráficos abaixo, chegamos a conclusão de que está é de fato uma prática frequente em nossa cidade.









Ciclos Biogeoquímicos



Foto retirada de Google Imagens


Os ciclos biogeoquímicos integram a movimentação global dos elementos químicos que ocorre na biosfera. 


Devido às mudanças climáticas vêm sendo observadas atualmente perturbações no ciclo do carbono com repercussões no teor de CO2 da atmosfera, assim como alterações que ocorrem no microclima das florestas, por ocasião do desmatamento, podem interferir na fixação, lixiviação e volatilização do nitrogênio.


Os poluentes também podem constituir-se em elementos que alteram o ciclo biogeoquímico incorporando-se ao ecossistema florestal através da cadeia alimentar como componentes tóxicos indesejáveis.


As queimadas, em todos os seus tipos, constituem sérias perturbações do equilíbrio dos nutrientes, visto que aceleram as suas transferências da biomassa para o solo, para a atmosfera e para a água dos rios e lagos. Efetivamente a biomassa vegetal é o maior repositório de vários nutrientes nas florestas tropicais onde o solo fortemente intemperizado é geralmente de baixa fertilidade.


Neste sentido, a dinâmica dos nutrientes, na serapilheira e na matéria orgânica da camada superficial do solo, merecem cuidados especiais que se refletem na capacidade produtiva do sítio. Alterações a nível de clima e microclima podem também afetar vários processos do ciclo biológico dentre os quais destacam-se: a deposição da serapilheira, a decomposição e a reabsorção dos nutrientes pelo sistema radicular, alterando, consequentemente, a fertilidade, além de certas características físicas do solo.


Uma outra grande alterações causadas nos ciclos biogeoquímicos provocados pelas queimadas é o do nitrogênio – um nutriente essencial para as plantas, que está presente no solo, no ar e na água. No estado gasoso, este elemento químico representa 79% da atmosfera, mas, para que seja aproveitado pelas plantas é necessário que os micróbios presentes nos caules das plantas e no solo capturem e quebrem o nitrogênio para disponibilizá-lo na forma de outros elementos. A partir daí, parte desse composto é fixado no solo sob as formas de nitrito e nitrato, por exemplo.


E através das chuvas, chega aos meios aquáticos na forma de amônia.


O que ocorre com a queima é que parte dos compostos nitrogenados presentes nas árvores, como a amônia, por exemplo, são vaporizados e vão para a atmosfera onde se combinam com outros elementos e acabam formando chuva ácida. Isso também gera um aumento da quantidade de nitrogênio armazenado na biosfera, contribuindo para mudanças no ciclo hidrológico – de chuvas – e nas condições climáticas da região.




Lei de Crimes Ambientais



A Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605 de 1998, em seu artigo 54, descreve o crime de poluição, que consiste no ato de causar poluição, de qualquer forma, que coloque em risco a saúde humana ou segurança dos animais ou destrua a flora.


Um exemplo clássico desse tipo de crime é a queimada de lixo doméstico, que emite poluição na forma de fumaça, causa risco de incêndio para as habitações locais, destrói a vegetação, interfere os ciclos biogeoquímicos e pode causar a morte de animais que ocupem as redondezas.  


O objetivo da norma é proteger e manter o meio ambiente sadio e equilibrado, bem como evitar riscos para a vida humana, dos animais ou plantas.

 




       *Obs.: A Lei prevê penas maiores para hipóteses mais graves, como no caso de em razão da poluição, um área se tornar imprópria para habitação, ou causar a necessidade de retirar os habitantes da área afetada, dentre outras.



 

Sugestão de solução



Visando a existência da famosa lista de emergência que encontramos na internet ou na própria lista telefônica dos aparelhos celulares, que sempre é essencial para momentos de necessidade, podemos notar a inexistência de um número fixo nacional para a Polícia Ambiental, tendo no lugar contatos para cada cidade ou município. 


Dessa forma, propomos como necessária a implementação deste código direto de comunicação entre a população e o órgão ambiental, junto de uma propaganda pelo País sobre a importância que uma simples denúncia faria para o planeta.


Outra forma de fazer com que a lei, já existente, para esse crime ambiental seja cumprida é estendê-la àqueles que encobrem esse ato, por exemplo, ao ver seu vizinho queimando lixo e não denunciá-lo às autoridades ambientais você também poderá ser penalizado como dolo de cumplicidade. 









            *PerguntaCaso não se importe, poderia nos dizer o motivo pelo qual você não faz a denúncia?


             Respostas:


  •         “Porque os vizinhos fazem”;
  •         “Eu nem sabia que tinha como mds”;
  •         “Preguiça”;
  •         “Na maioria dos caso é porque eu não sei quem são os causadores, não adianta denunciar e não saber quem é o culpado, mas seu algum dia souber quem é, certamente denuncio”;
  •         “Agora não ligo mais, pq não sei para quem ligar”;
  •         “Não sei para quem ligar”;
  •         “Pois dá última vez que eu liguei, achei que era prós bombeiros, mas eles disseram que não podiam vir.”


Com os gráficos e as respostas de algumas pessoas diante dos questionamentos, pudemos chegar à conclusão de que é necessário que as pessoas tenham um acesso mais direto e imediato aos órgãos de denúncia, e à mesma medida, estejam conscientizadas a respeito da existência destes, para que possíveis denúncias possam ser efetuadas sem qualquer constrangimento.



Dessa forma a população estaria mais ciente e contribuiria para a diminuição desses atos.

 


O número disponível da Polícia Ambiental em São Mateus, ES:


(27) 3763-3663





 

 

 




Fontes utilizadas:




Grupo: Jamilly Moura, Maria Luiza Carvalho, Maytê Espindola e Renata Leite.
Turma: 2°EIM.

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